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Veleiro em lago calmo

Psicóloga Clínica
Fénita Mahendra
CRP 07/37581

Atendimentos em Português e Inglês

Quem sou e Por Quê me interesso pelos Processos Migratórios?

Uso a palavra migração para falar e pensar sobre todos os processos da vida que nos fazem buscar um novo movimento, uma transformação, novas atitudes, novos olhares.

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Uma viagem faz isso com a gente, mas um novo insight pode convidar à mudança de maneira tão ou mais intensa. Por aqui o convite é de mergulhar nas nossas paisagens internas!

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Me chamo Fénita Mahendra, moçambicana, de descendência indiana, em 2013, migrei para o Brasil, para cursar meu Mestrado em Psicologia Clínica que foi concluído em 2015, pela UNISINOS (RS). ​Atualmente sigo morando no Brasil e tenho aprofundando meus estudos em relação à cultura e religiões orientais, agora a partir de um novo lugar e um novo olhar. Tenho me interessado pelas dificuldades e pelas riquezas que os encontros interculturais podem nos trazer, quando nos permitimos  ser modificados por eles!

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"Encontro serve para nos acordar, nos provocar estranhamentos ao experimentar variações no sentir e no pensar não determinados a priori. É nos encontros que o filósofo se lança para o exercício do pensamento, já que este não é o desempenho natural de uma faculdade, mas uma força inventiva . O encontro exerce uma espécie de violência ao nos forçar a pensar, porque é algo que sacode o pensamento, torna-o inevitável, uma necessidade." (DELEUZE, 1976)

O que é viajar?

Glilles Deleuze nos oferece uma riquíssima reflexão em "O abecedário" sobre como a viagem pode significar às vezes uma falsa ruptura, enquanto a imobilidade também pode nos levar a transformações muito significativas.

Compartilho aqui alguns trechos:

 

"Eu sinto exatamente o que dizia Fitzgerald: “Não basta uma viagem para haver uma ruptura”. Se querem ruptura, faça outra coisa que não seja viajar. As pessoas que viajam muito têm orgulho disso e dizem que vão em busca de um pai. Há grandes repórteres que fazem livros sobre isso.(...)

Sim, os nômades sempre me fascinaram, exatamente porque são pessoas que não viajam. Quem viaja são os imigrantes. Há pessoas obrigadas a viajar: os exilados, os imigrantes. Mas estas são viagens das quais não se deve rir, pois são viagens sagradas, são forçadas. Mas os nômades viajam pouco. Ao pé da letra, os nômades ficam imóveis. (...) Há uma bela frase de Proust que pergunta o que fazemos quando viajamos. Sempre verificamos algo. Verificamos se aquela cor com que sonhamos está ali. (...) “Um mau sonhador é aquele que não vai ver se a cor com a qual sonhou está lá. Mas um bom sonhador vai verificar, ver se a cor está lá”. Esta é uma boa concepção da viagem. (…) Há viagens que são verdadeiras rupturas.


Não preciso sair. Todas as intensidades que tenho são imóveis. As intensidades se distribuem no espaço ou em outros sistemas que não precisam ser espaços externos. Garanto que, quando leio um livro que acho bonito, ou quando ouço uma música que acho bonita, tenho a sensação de passar por emoções que nenhuma viagem me permitiu conhecer. Por que iria buscar estas emoções em um sistema que não me convém quando posso obtê-las em um sistema imóvel, como a música ou a filosofia? Há uma geo-música, uma geo-filosofia. São países profundos. São os meus países. Minhas terras estrangeiras que não encontro em viagens."

Sobre as intensidades de quem permanece

"Aqueles eram os que ficaram.

 

Toda cidade pequena tem isto: os que vão e os que ficam.

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Eu sou dos que foram. Mesmo que meu pai não tivesse se mudado por causa de um novo emprego, eu teria ido embora. Ali, eu só poderia fazer o jornalzinho da paróquia. E percebo que eu e todos os que se foram são admirados por isso: Que coragem! Como é a vida por lá?

 

Claro que é preciso uma certa bravura para deixar um lugar e recomeçar em outro.

 

Mas também é preciso bravura para ficar. Depois de um tempo, passei a pensar que bravos mesmo são aqueles que ficam e encaram as feridas de família, os problemas da comunidade e a falta de recursos de toda cidade pequena. Aqueles que seguram as alças dos caixões que escolhemos não segurar.

 

Quanta coragem é preciso para conhecer o mundo! E quanta coragem é preciso para fazer de um único lugar o seu mundo inteiro."

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Giovana Madalosso, Batida Só.

Lutos do ir embora, lutos do permanecer

Todo o deslocamento, seja ele geográfico ou subjetivo, nos obriga a lidar com a dor da perda de todas as possibilidades que deixamos para trás: relações, lugares de pertencimento, o conforto de se sentir compreendido sem grande esforço. 

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Da mesma forma, quem acabou criando raízes, vivencia o luto por abrir mão das asas, ou por sentir que não chegou a poder usá-las.

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Eu te convido a vir olhar para dentro e para as possibilidades que residem dentro da própria personalidade, tanto de enraizar, como de voar!

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Serviços

Psicoterapia Online - Análise Junguiana

Atendimento Individual para Adultos.

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Trabalho com a Abordagem Junguiana. Nas sessões buscamos um diálogo com o que se pensa, com o que se sente, e também buscamos olhar para os sonhos, como pequenas ou grandes pistas para costurar caminhos, criações, experimentações e curas que falem do desejo e da realização do sentido singular de cada Um.

Terapia de Casal

Autoconhecimento para Relações mais Conscientes.

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Psicoterapia centrada em oferecer ferramentas e suporte para que os casais esclareçam e melhorem seus relacionamentos.

Psicoterapia Presencial - Porto Alegre

Consultório Presencial no Bairro Cidade Baixa.

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Endereço: Rua General Lima e Silva, 1066, Cidade Baixa, Porto Alegre - RS

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